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quinta-feira, dezembro 15, 2011

Abecedário da moda: P

P
Paetês Partículas brilhantes usadas para bordar peças de roupa ou fantasias de Carnaval. O tamanho e o formato são variáveis. Vão dos miúdos e redondos aos grandes e quadrados.
Pala Parte recortada de vestido, saia, blusa ou calça, posicionada entre o ombro e a cava, entre a cintura e os quadris, ou entre a cintura e o busto. Pode ser destacável, tornando-se uma peça única.
Paletó Casaco masculino com bolsos externos que vai até os quadris e é próprio para ocasiões formais, usado com calça, colete e camisa, complementando o terno. Pode ser confeccionado com tecidos pesados para o inverno e linho para o verão. No início do século 19, essa peça surgiu semelhante ao casaco de montaria, com abotoamento simples e recorte na altura da cintura. Já em meados daquele século, virou um casaquinho feminino, ajustado ao corpo, de comprimento três quartos ou até a cintura, feito de cashmere ou lã, adornado de bordados.
Pantacourt Pantalona curta, franzida nos joelhos e presa na barra por botões ou fivelas. Existem versões atuais com boca larga, lembrando um bermudão. No Brasil, ela foi apresentada pela primeira vez em 1972, durante um desfile do estilista francês André Courrèges.
Pantalona Modelo de calças compridas com bocas abertas. A origem remete aos anos 1970.
Pareô Espécie de canga de praia com estampas grandes e coloridas, originário do Taiti, onde era usado por homens e mulheres. No século 20, o estilista francês Jacques Heim (1899-1967), vestiu sua versão da roupa no balneário Biarritz e depois mostrou diversas formas de usá-la em suas coleções.
Parka Espécie de casaco com comprimento até o meio das coxas, zíper e bolsos frontais. Possui cadarço na barra e nos punhos, que pode gerar um leve franzido. Sua versão original, utilizada pelos esquimós para proteger do frio, tem pele na parte interna e capuz
Passamanaria Feito com passamanes (fitas, franjas, galões ou bordados), esse trabalho enfeitava fardas, cortinas e estofados. Na década de 1930, Chanel usou a técnica para adornar as bordas de seus costumes.
Patchwork Tecido de qualquer matéria-prima, composto de vários pedaços de tecidos costurados juntos.
Peep toe A expressão vem do inglês peep, que quer dizer "espiada", e toe, "dedo". São sapatos abertos na ponta, que deixam à mostra pelo menos um dos dedos do pé. Pode ter salto alto ou rasteiro.A expressão vem do inglês peep, que quer dizer "espiada", e toe, "dedo". São sapatos abertos na ponta, que deixam à mostra pelo menos um dos dedos do pé. Pode ter salto alto ou rasteiro.
Peitilho Peça fixa ou removível do vestuário que se apresenta sobre o busto. Pode ser de tecido diferente do restante do modelo. Os mais sofisticados apresentam bordados ou pedrarias.
Pele sintética Feita da mistura de acrílico e poliéster, ela imita pelo de bichos. Pode ser usada para fazer acabamento de golas e punhos ou em acessórios, como sapatos e bolsas. É uma ótima alternativa para evitar o sacrifício de animais.
Pele sintética Feita da mistura de acrílico e poliéster, ela imita pelo de bichos. Pode ser usada para fazer o acabamento de golas e punhos ou em acessórios, como sapatos e bolsas. É uma ótima alternativa para evitar o sacrifício de  animais.
Pelerine Espécie de gola ampla ou capa que cobre os ombros. Muito usada no passado pelos peregrinos (pélerins, em francês) esteve no auge da moda em várias épocas como peça única ou detalhe de modelos.
Pence Prega pequena costurada no avesso da roupa que vai se estreitando. É usada para apertar as peças de roupa para ajustá-la ao corpo.
Percal Tecido para lençol, extremamente macio, feito com fio penteado.
Perfecto Jaqueta de couro com acabamento de zíper frontal, criada em 1937 pelo americano John Perfecto. Conta com versões feminina e masculina. É associada ao visual dos motociclistas.
Pérola Formada a partir de um grão de areia envolvido por uma substância que existe dentro das conchas de moluscos, essa bolinha branca é um dos mais antigos adornos femininos. Obsessão de Ana Bolena, esposa de Henrique VIII, foi também um dos acessórios preferidos de Coco Chanel e até hoje enfeita punhos e pescoços das mulheres.
Pied-de-coq Termo francês que significa pé de galo. Estampa com o mesmo desenho que o pie-de-poule, só que mais graúda.
Pied-poule Estampa miúda, que lembra quadradinhos, comum nas cores branca e preta. De perto, os desenhos parecem pegadas de galinha (a expressão em francês significa "pé-de-galinha") Surgiu na Europa, na Revolução Industrial.
Pin-up Fotografias e pinturas de mulheres em poses sensuais, que surgiram a partir de 1940. As imagens trazem um erotismo leve que torna as modelos atraentes. As top models costumam desfilar nas passarelas com olhares e bocas no estilo pin-up para também passar a sensualidade das roupas.
Piquet Tecido pesado com desenhos em forma de losango.
Plastron Nervuras verticais que enfeitam a camisa do smoking.
Plataforma Por ter base grossa e alta, este salto garante o conforto e a sustentação. É ideal para usar com saias godês, vestidos volumosos e calça jeans de boca larga. Deve ser evitada em looks formais.
Plush Tecido também conhecido como veludo gratê. Criado sobre malha, que recebe acabamento aflanelado, tem os fios retirados da superfície do tecido. Pode ser chamado de veludo molhado.
Poás Padronagem de bolinhas, dispostas de modo uniforme em tecidos como algodão, linho, seda e vinil.
Polainas Peça que cobre a parte inferior da perna e a parte superior do pé, pode ser confeccionada de couro, lã ou tecido e servia, nos séculos 18 e 19, para proteger calçados ou aquecer no frio. No século 20, foram muito usadas como assessórios para roupas de ginástica para manter as pernas de atletas e dançarinos aquecidas.Já nos anos 1980, foram febre na moda das roupas dos jovens que enchiam as pistas discotecas e boates da época.
Poliéster Fibra sintética, também conhecida como tergal. Sua característica é de pouca absorção de umidade. Pode ser misturado com fios de algodão ou viscose. Não amarrota, tem boa elasticidade, seca rapidamente e é um pouco áspero. É usado em uniformes e roupas profissionais, mas também pode ter um efeito brilhante para a noite.
Polo Camisa de malha de piquê de algodão criada pelo tenista René Lacoste em 1933. A primeira versão da polo branca, de mangas curtas e com um bordado de crocodilo que tornaria a grife mundialmente famosa. Mais tarde, ícones de elegância, como Audrey Hepburn e Jacqueline Kennedy, adotaram a peça e ajudaram a difundi-la como item fashion não apenas para esportistas.
Ponto Roma Muito popular nos anos 1970, é uma malha dupla de interloque, um ponto firme feito à máquina, de espessura que varia de fina a grossa. A parte interna geralmente é lisa e a externa apresenta nervuras. Lisa ou estampada, é utilizada para fazer vestidos, casacos e calças.
Popeline Feita com um fio de algodão de menor qualidade que o algodão penteado.
Prega É uma dobra feita no tecido para dar forma à roupa. A embutida ou fêmea é curta, inserida na parte de trás da saia, perto da bainha, para dar mobilidade à mulher na hora de andar. Diferentemente dela, a prega macho é formada por duas dobras viradas para dentro e ficam de frente uma para a outra. A prega faca é estreita, passada a ferro, para formar vincos em saias ou vestidos.
Prêt-à-porter Expressão francesa que significa "pronto para vestir". São linhas de roupa mais acessíveis ao público, pois não são feitas sob medida como na alta-costura. Elas têm tamanho específico e são vendidas em lojas e butiques.
Pretinho básico A peça-chave de qualquer guarda-roupa feminino tornou-se famoso a partir do século 20. Dizem que toda mulher está bem-vestida se coloca um vestido preto e alguns acessórios elegantes. Chanel foi a primeira a lançar a peça e Givenchy arrasou ao vestir Audrey Hepburn no cinema, inspirando muitos estilistas atuais depois disso.
Punho É o término das mangas, que envolve os pulsos ou o antebraço. Seu fechamento pode ser por botões ou elástico.

terça-feira, dezembro 06, 2011

Abecedário da moda : O

Obi Faixa larga de tecido usada na cintura como complemento de quimonos japoneses. Muitos estilistas têm criado novas versões da peça em suas coleções.
Óculos Inventados no final do século 13, os óculos eram redondos, de grau e usados presos no nariz, pois as hastes atrás das orelhas só começaram a ser usadas no século 18 e as lentes ovais surgiram no século 19. As pessoas tinham certo receio de se mostrar em público de óculos. Com o aperfeiçoamento de materiais tecnológicos, os óculos vieram quadrados, retangulares, estilo gatinho e muitos outros. Lentes, do tipo antirreflexo, antiembaçantes facilitaram a vida moderna e inseriram os óculos de grau como um acessório do vestuário. Grifes famosas de roupas entraram com tudo nesse nicho e hoje o uso dos óculos também acompanha a moda.
Odalisca Nome dado à escrava do sultão na Turquia. Suas vestimentas típicas eram calça bufante de tecido leve ou transparente presa nos tornozelos por elástico. Um corpete bordado e sapatilhas, além do véu, complementam essa roupa. Esse traje é também muito usado como fantasia no Carnaval brasileiro, mas às vezes os estilistas se inspiram nesse estilo para criar algumas peças para o guarda-roupa feminino.
Off-White Espécie de "branco sujo", o tom é um meio-termo entre o branco puro e o gelo.
Ombreiras Almofadas de formas e tamanhos diferentes, recheadas de algodão ou espuma e costuradas na parte interna dos ombros de vestidos, blusas, casacos, jaquetas, paletós e camisas. Aumentam os ombros e deixam a pessoa com silhueta do tipo triângulo invertido. Nos anos 1920, as ombreiras eram usadas apenas em paletós masculinos. Joan Crawford (atriz americana que geralmente fazia papel de vilã nos filmes) ganhou do estilista Adrian um paletó com ombreiras para compor seu visual de mulher poderosa no início de 1930. Esse artifício ainda perdurou na moda até os anos 1940 e nos anos 1980 as ombreiras voltaram e ganharam tamanhos exagerados.
Ônix Pedra de cor escura, parecida com ágata, que os indianos e os persas usam como amuleto contra o mau-olhado. Acredita-se que ele ajuda a fortalecer a estrutura óssea, o coração e os olhos.
Organdi Tecido semelhante à musselina, só que com acabamento engomado (toque encorpado).
Organza Tecido enrijecido com a própria goma da seda. Fina e transparente, em geral de fio poliamida, é mais encorpada que o organdi. No mercado, existe a organza de filamento sintético, como o poliéster, que é endurecida por processo químico. Essa tela é encontrada também bordada (laise) ou estampada. Utilizada em vestuário feminino.
Oxford Originário de Oxford, Inglaterra, feito de algodão, com desenho tafetá, e variações de poliéster. Tecido com aspecto bicolor obtido através do entrelaçamento de um fio tingido e outro branco. É usado em bermudas, calças e blazers de alfaiataria.
Oxford (calça) As calças estilo oxford eram usadas pelos estudantes da Universidade de Oxford, Inglaterra, na década de 1920. Semelhantes às pantalonas dos anos 1970, a boca de barra dobrada podia medir 50 cm.

Abecedário da moda : N

Náilon Fibra sintética descoberta em 1935 pelo químico americano Wallave Carothers, da Dupont. Apresenta elasticidade e resistência e é aplicada na confecção de meias, roupas íntimas e casacos. O fio de náilon é usado em armações de roupas e na produção de bijuterias.
Napa Espécie de pelica fina e macia, feita a partir do couro do carneiro. De diversas cores, a napa faz luvas, bolsas e outros acessórios.
Navy Palavra inglesa para designar uma das três Forças Armadas, a Marinha. No universo da moda, refere-se às peças inspiradas no náutico. Listras, em vermelho, azul-marinho e branco, e aplicação de aviamentos, como cordas, correntes e botões dourados, são as características mais associadas ao estilo.
Nécessaire A bolsinha de nome francês, que significa necessária ou indispensável, é companheira inseparável das mulheres, porque pode carregar bijuterias, maquiagem, remédios e tudo o que couber dentro. Feita de diversos materiais, geralmente é fechada por um zíper.
Negligê Essa peça de roupa feminina, de tecido leve e algumas vezes transparente, passou a ser usada pelas mulheres, no século 19, enquanto ficavam em casa sem o espartilho, saíam do banho ou da cama. A roupa também faz parte do fetiche masculino.
Neoprene Material sintético, semelhante a uma esponja, com espessura que varia de 1,5 mm a 1 cm. É usado na confecção de roupas de surfistas e mergulhadores. O nome é uma marca registrada para a borracha sintética descoberta em 1931. Hoje, ele aparece em peças esportivas e urbanas.
Nervura Dobra fina ou prega que se destaca num tecido e forma uma listra ou desenhos. No lugar em que se faz a nervura o pano afunila.
Nesga Peça de tecido triangular que é adicionada a uma roupa para decorar e dar maior amplidão ao modelo. No século 19, foi muito usada em saias e nos anos 1970 era colocada na parte debaixo das calças jeans boca-de-sino.
Nobuck Couro de aspecto acamurçado, que é obtido através de lixas na hora do acabamento. Confecciona calçados, bolsas, cintos e até alguns modelos de tênis.
Nude A cor, que se refere a tons claros que imitam a cor da pele e podem puxar para o rosado ou amarelado, é tendência do verão 2010. Combinada às tonalidades fortes ou mesmo às terrosas, ele dá elegância e leveza ao visual.

terça-feira, novembro 29, 2011

Abecedário da moda: M

Macacão Amplo, inteiriço e confortável, é feito com tecidos que vão do brim à viscolycra. Os comprimentos e formatos também variam – do tomara-que-caia ao modelo jardineira.
Macramê Técnica de entrelaçamento de fios naturais, barbantes ou cordas que permite formar vários desenhos, muito usada na confecção de passamanaria, coletes e acessórios, como bolsas e cintos. As bolsas de macramê foram sucesso na moda hippie dos anos 1970 e também em 1980.
Madras Tecido de seda e algodão com listras de larguras variadas que formam grandes xadrezes. Sua origem é indiana e recebeu esse nome por ser fabricado pela primeira vez na cidade de mesmo nome. O madras é usado tanto na alta-costura como no de prêt-à-porter.
Madrepérola Matéria-prima calcária, iridescente, encontrada na concha dos moluscos. Tem efeito nacarado e reveste botões, bijuterias e enfeites para cabelo.
Malha O entrelaçamento de anéis de um fio têxtil, seja através de laçadas ou nós, forma esse tecido flexível muito usado em roupas masculinas e femininas. Manualmente ou à máquina, pode ser confeccionado de lã, algodão ou fibras sintéticas, dependendo da estação do ano. É sinônimo dos trajes de bailarinas, blusões ou pulôveres.
Malha fria Tecido leve, feito a partir de fibras sintéticas, que passa uma sensação de temperatura mais baixa.
Manga Parte de uma peça de vestimenta onde se encaixam os braços. Existem vários tipos de mangas: bufante, japonesa, morcego, presunto, raglã e três-quartos.
Manga bufante Com volume, essa manga é franzida na altura da cava, do punho ou dos dois. Na moda desde o século 15, ainda hoje aparece em vestidos, batas e blusas.
Manga japonesa Esse tipo de manga é curta num prolongamento do ombro, não possui cava e é muito usada nos trajes das mulheres japonesas.
Manga morcego Cortada como extensão do corpete de um vestido, blusa ou casaco, essa manga não tem recorte no ombro, deixando a cava profunda e larga, o que lembra as asas de um morcego. Muito usada nas décadas de 1930 e 1970, ainda hoje é revisitada por estilistas do mundo todo.
Manga presunto Essa manga tem um grande volume que vai do ombro ao cotovelo e ajusta-se do cotovelo ao punho, assemelhando-se ao formato de um presunto com osso. De 1880 a 1890, foi uma das mais usadas nos trajes femininos. No século 20, ainda recebeu algumas versões.
Manga raglã Esse modelo de manga, além de menos estruturado, dá maior mobilidade ao braço, pois é cortado nas costuras diagonais da gola até a cava de casacos, blusas e mantôs. O nome foi uma homenagem ao lorde e comandante britânico Raglan (1778-1855), que, devido ao frio que seus soldados passavam na Guerra da Criméia, aconselhou seus homens a improvisar agasalhos cortando cobertores. A forma como as costuras foram feitas suavizou as linhas dos ombros dos uniformes.
Mangas três-quartos Manga que vai do ombro até a altura do cotovelo.
Mantô Casaco de inverno unissex usado por cima de roupas e confeccionado de lã no comprimento longo ou três-quartos.
Mantô Casaco de inverno vestido por homens e mulheres por cima das roupas. Geralmente, é confeccionado com lã e existe em comprimento longo e ¾.
Matelassê Tecido jacquard ou maquinetado acolchoado, muito usado nas colchas e edredons.
Maxibolsa Bolsa grande, ideal para o dia-a-dia. O tamanho deve ser compatível com a altura. As baixinhas podem optar pela menor das máxis, com cercade 40 cm de largura.
Maxicarteira Usada na década de 1970, essa bolsa de mão é maior do que as carteiras convencionais. É uma peça curinga para ser usada de dia ou à noite. É feita de couro, tecido ou palha, com acabamentos de verniz ou metalizados.
Maxicolete Esta peça é um colete com modelagem ampla e comprimento além dos quadris. Sem mangas e feito de tecidos frescos, ele vai bem no verão por cima de regatas ou baby looks e calças jeans justas.
Maxipull Versão de tamanho grande do pulôver – peça de tricô unissex, larga e confortável, com decote em V ou U e sem abertura frontal – que ganhou modelagem feminina, ajustado na cintura e usado também como minivestido. Pode ser confeccionado com pontos lisos ou trabalhados.
Maxissaia Compridas até os tornozelos ou pé, ela surgiu na moda nos anos 1960. Geralmente é usada com botas.
Meia-calça Peça única que cobre pés, pernas e quadris e tem efeito de transparência, no caso das feitas com fios de náilon. As de lã servem para proteger do frio e adornar. O modelo de meia inteira surgiu nos anos 1960 para ser usado com minissaias e, atualmente, é encontrado em diversas versões de cores, padronagens e espessuras de fio.
Meia-pata Tipo de sandália cujo solado é mais grosso na parte da frente, como uma plataforma.
Miçanga Aviamento pequeno, redondo e colorido, feito de vidro ou acrílico, que possui um furo no centro. Eles servem para dar efeitos especiais e texturas nos bordados.
Microfibra Qualquer fibra sintética mais fina do que a seda. Os tecidos feitos com essa fibra possuem características de leveza e duarabilidade.
Minissaia Criada nos anos 1960 pelo francês André Courrèges e pela inglesa Mary Quant, a roupa foi um escândalo mundial. Teve seu uso condenado pelo Vaticano em 1967, mas ela continua em alta até hoje, e tem versões com babados e pregas, entre outras.Criada nos anos 1960 pelo francês André Courrèges e pela inglesa Mary Quant, a roupa foi um escândalo mundial. Teve seu uso condenado pelo Vaticano em 1967, mas ela continua em alta até hoje, e tem versões com babados e pregas, entre outras.
Mocassim Mockasin era como os índios norte-americanos chamavam os sapatos que faziam de couro leve, costurados com pontos largos e solado baixo, e que eram calçados facilmente, bastando apenas encaixar o pé dentro deles. A partir do século 20, esses modelos foram incrementados e ganharam várias versões.
Modal O tecido é um tipo de microfibra feita a partir de fibras artificiais com grande poder de absorção, por isso é muito usado para a confecção de roupas para o esporte. Ao ser combinado com um linho mescla 50/50, mantém a característica do linho puro.
Moletom Tipo de malha aflanelada e quente, de lã, algodão ou poliéster misto, feita com entrelaçamentos flutuantes. Usado em peças esportivas, infantis e até mesmo para estofamentos.
Moulage Nome dado à técnica de modelagem em que as roupas são feitas com o tecido direto no corpo ou no manequim.
Mousse A palavra, que em francês significa espuma, tem dois conceitos. Como produto de beleza, é uma espuma que modela cabelos; e na moda, é um material de enchimento na fabricação de calçados.
Musselina Tecido muito leve e transparente, com toque macio e fluido.

Abecedário da moda: L

Lã Fibra natural de origem animal, obtida do pêlo das ovelhas domésticas e camelos.
Laço Tipo de armação com nó que se desata com facilidade. Normalmente é feito com uma laçada só, mas também aparece com duas ou mais voltas e em diferentes tamanhos, dependendo da necessidade de volume do adorno e da aplicação.
Laise Tecido de algodão, muito leve, com aplicações de bordados.
Lamê Com acabamento liso ou jacquard, o lamê prima pelos fios metálicos, como ouro e prata. É bastante utilizado em roupas de mulheres e carnavalescas.
Lantejoulas Pequenos discos brilhantes, inicialmente feitos de metal, que entraram na moda na década de 1940. Hoje, esses enfeites são produzidos de diversos materiais sintéticos e, dependendo da cor e do tamanho, ornamentam tanto o vestido de noite quanto a fantasia de Carnaval. Também conhecidas no Brasil como paetês, essas pecinhas brilhantes caem bem em acessórios, como bolsas, sapatos, cintos e chapéus.
Lapela Parte dobrada sobre si mesma que enfeita a dianteira de blazers, ternos e casacos. Pode aparecer em vestidos e macacões.
Lapela Parte da frente de blusa, casaco, vestido ou paletó, perto do pescoço, que é virada para trás ou dobrada sobre si mesma.
Legging Colante, ela pode ser confeccionada com lycra, helanca ou tecidos com elastano, em geral. Foi febre nos anos 1980 e voltou com tudo à moda em 2007.
Leque Objeto de abano usado para diminuir o calor. Originário de civilizações antigas, a versão dobrável só apareceu na Europa no século 15. O charme do uso do acessório se deu no século 16, quando então artistas passaram a pintá-los e adorná-los. A partir do século 17, usaram-se materiais mais nobres na sua confecção e o sândalo foi posto nas varetas para perfumar. No século 18, a crescente importância do leque fez pintores famosos trabalharem na decoração dos panos do leque, que eram feitos com casca de tartaruga ou madrepérola e enfeitados com renda, sedas e plumas. A forma de abrir, fechar e mover o leque também fez parte da moda. As damas flertavam com os cavalheiros através do leque com códigos de sinais que expressavam seus desejos. China, Japão e Espanha são países que têm o hábito de usar o leque, seja como acessório de roupas, seja para danças folclóricas. O leque alcançou seu auge no século 19, mas voltou a ser um auxílio para refrescar os dias quentes no século 20.
Liberty Criada pela marca inglesa Liberty of London no final do século 19, é uma estampa que remete ao movimento art nouveau, com motivos de flores bem pequenas, em geral sobre um fundo de cor neutra, como bege e cinza.
Libré È um tipo de capa sem mangas, com aberturas nas cavas, por onde passam os braços. Na frente, é presa apenas no colarinho, deixando aparecer a roupa de baixo na parte do peito. Geralmente, os membros de confrarias usam na participação de alguma função religiosa solene, e pelas pessoas de algumas cortes ao realizarem suas funções. As cores e o modelo da libré variam conforme os usos e costumes de cada corte.
Lingerie A palavra denomina o conjunto de peças íntimas das mulheres. Antigamente os sutiãs e calcinhas eram todas brancas, por isso o nome deriva de linge, que em francês significa roupas brancas de higiene pessoal ou de limpeza.
Linha A Idealização de Chistian Dior em 1955, para um tipo de roupa que se caracteriza por uma silhueta de ombros estreitos, cintura baixa e saia em evasê.
Linha H O estilista Christian Dior foi o responsável por criar essa moda em 1954. As características desse estilo são peças de cintura bem marcada, com quadris e parte superior estreitos e definidos.
Linha princesa Os vestidos desse estilo são sem corte na cintura, ajustados no peito com saia reta ou com forma mais volumosa. Antigamente eram usados com anquinhas para dar volume à parte anterior. O auge dessa moda foi no século 19.
Linha T Típica dos anos 1980, essa forma de vestuário feminino se caracteriza pelas linhas retas na zona do tronco, com grandes ombreiras, saias tipo tubos e mangas de ângulos retos, dando à peça (vestido ou casaco) um aspecto unificado.
Linho Rústica, o tecido é uma fibra vegetal surgida do talo do linho. Quando incorporado à viscose, ele fica bastante vulnerável ao tingimento. É usado na confecção de trajes finos e leves, apropriados para climas tropicais, além de roupas de cama e mesa
Listras O modelo clássico com essa trama são peças no estilo náutico, baseado nas roupas de marinheiros. Na Idade Média, porém, as listras eram usadas por pessoas marginalizadas da sociedade, como loucos, doentes contagiosos e exilados. Somente no século 15, passaram a surgir detalhes de listras discretos em roupas e, no século 19, as listras estiveram no auge da moda.
Lona Tecido plano de algodão muito pesado, forte e resistente, usado para fazer barracas, coberturas, estofados, encerados, capas em geral, bolsas e sapatos. Pode ser encontrado também em produtos sportswear.
Lonita Tecido consistente de algodão liso, listrado ou xadrez, muito bom na confecção de jaquetas, saias, shorts, calças e também em colchas, toalhas de mesa, cortinas rústicas e jogos americanos.
Lurex Trata-se do brilho que é composto por fios metalizados incorporados à trama. Pode ser aplicado em vários tipos de tecido para a confecção de vestidos, blusas, saias e casacos. É usado em peças inteiras ou apenas em detalhes.
Lycra Fibra sintética também chamada de elastano. Pode ser esticada de quatro a sete vezes o seu tamanho. Resistente ao sol e água salgada, ela mantém sua característica de comprimento ao passar do tempo.

Abecedário da moda: K

Kelly Modelo de bolsa muito famoso da grife Hermès, criado em 1935, e rebatizado em 1955 com o nome da atriz Grace Kelly, a princesa de Mônaco, que adorava usar esse tipo de bolsa. Um caro objeto de cobiça até hoje, a Kelly é produzida de várias cores e tamanhos.
Kilt Saias pregueadas e arrematadas com fivelas ou grandes alfinetes. Feitas de lã e de diversos xadrezes, elas eram características de trajes masculinos na Escócia. Os homens escoceses usavam a peça com os desenhos para representar o clã (família, casta ou tribo) ao qual pertenciam.

sábado, junho 18, 2011

abecedário da moda: J

J
Jabô Ornamento de renda ou outro tecido atado à base da gola de uma blusa ou camisa e que cai sobre o peito. Os homens usaram o adereço durante o reinado do francês Luís XV, no século 18.
Jacquard Tecido de padronagem em alto-relevo. Foi inventado pelo francês Joseph-Marie Jacquard, no final do século 18. O efeito pode ser produzido em diferentes materiais, como veludo, seda e algodão.
Japona Tipo jaquetão feito de lã ou feltro que vai até a altura dos quadris. É uma peça inspirada num casaco chamado caban, usado por marinheiros franceses e pescadores no século 19. Chanel, no início do século 20, adotou a japona em suas coleções, depois seguida por Yves Saint Laurent.
Jaquetão Modelo de terno com paletó transpassado, usualmente com quatro botões, que esteve muito em moda no século 20.
Jardineira Calça, short ou saia com peitilho quadrado costurado na cintura, com alças que se cruzam e prendem atrás.
Javanesa Tecido em ligamento tela, com fio de viscose no urdume e na trama, muito usado nas roupas femininas.
Jeans Nomenclatura em inglês da fusão entre algodão e ligamento sarja, ou seja, igual a brim, denim, coutil, atualmente na cor azul. Jeans na gíria inglesa significa calça, macacão etc.
Jérsei Tecido de malha simples, macio e elástico. O nome vem de onde foi fabricado pela primeira vez: a ilha de Jersey, na Inglaterra. No século XXI, é feito de algodão, náilon, raiom, lã e fibras sintéticas.
Jodhpur Uma calça de modelagem ampla nos quadris e afunilada nas pernas é uma das peças-chave para o inverno de 2009. De origem indiana, a calça recebeu o mesmo nome de uma cidade da Índia. Diz a história que o rei Jodhpur, de Rajastán, criou a calça em 1870 para melhorar sua atividade equestre, pois facilitava os movimentos entre as pernas, dando-lhe conforto ao galopar. Logo, os ingleses, colonizadores da Índia, cavaleiros por excelência, incorporaram a calça em suas vestimentas.
Jogging Conjunto de calça e blusão de mangas compridas, em geral confeccionado de moletom ou náilon e usado em atividades esportivas. Desde a década de 1970, as pessoas vestem essa roupa informalmente entre amigos ou passeios de fim de semana. No início dos anos 1980, o termo moletom substituiu a forma popular para se chamar o conjunto e algumas marcas lançaram modelos mais chiques para sair para dançar. Também conhecido como training ou abrigo.

abecedário da moda: I

I
Ilhós Aviamento que pode ser utilitário ou decorativo. Trata-se de um orifício de metal por onde passam cordões, fitas e algum tipo de fio trançado. É aplicado em bolsas, roupas, cintos, chapéus e sapatos.
Impermeável Tecido confeccionado com fibras que não deixam passar água nem outros líquidos. Existem várias peças na moda que são feitas desses tecidos, como capas de chuva, anoraque (tipo de casaco leve com capuz), trench coat e também chapéus.
Incrustação Técnica para ornamentar joias ou bijuterias ao embutir nelas materiais como pedras e fragmentos de madeira ou marfim.
Índigo Pigmento para tingir o brim que vem da planta Indigofera tinctoria. A partir de 1897, teve a versão sintética depois da identificação molecular da planta por Adolfo Bayer.
Indumentária Conjunto de roupas usadas pela humanidade em vários períodos da história. As vestimentas, que no início serviam para cobrir e proteger o corpo, foram evoluindo conforme a cultura e o ambiente em que as pessoas viviam. No final do século 17, as formas da indumentária passaram a fazer parte da moda e sofrem transformações diariamente.
Insígnia Conhecida também como comenda, condecoração ou emblema, ela é usada em uniformes ou roupas de gala oficiais. A insígnia nas coleções fashion vem na roupa em forma de bordados, aplicações e broches, geralmente em peças com estilo militar.

abecedário da moda: H

H
Habillé Esse termo francês designa o estilo de traje a rigor, com vestidos de luxo, usado em noites de gala.
Helanca Tecido elástico feito a partir de poliamida texturizada por falsa torção. Muito usado nas décadas de 60 e 70 em roupas esportivas.
Hemp Esse tecido é feito a partir da fibra da planta da maconha. É muito resistente e fresco e parece com o linho.
Hi-lo Abreviação das palavras em inglês high (alto) e low (baixo). O termo faz referência à mistura de peças caras a roupas e acessórios baratos, o que deixa o look moderno.
Hip hop Movimento que apareceu nos anos 1960 e que trouxe para a moda a influência da cultura negra de rua, como dança break, música rap e funk e grafite. As roupas são amplas e confortáveis e também esportivas. Os tênis, gorros, bonés (com as abas para trás), correntes em joias e bijuterias complementam o visual de rappers e DJs e hoje em dia os famosos cantores MCs, que criaram um jeito bem especial de se vestir.
Hippie Movimento iniciado na década de 1960, nos Estados Unidos, por jovens que se opunham à Guerra do Vietnã e pregavam a paz e o amor livre. Suas ideias libertárias se refletiram na moda em forma de batas, saias largas, bordados e estampas orientais. A estética, que prima pelo conforto, vem sendo recuperada por renomadas grifes ao longo das últimas décadas.
Hippie-chique Estilo baseado na cultura dos anos 1960 e 1970. Vira e mexe, a moda recorre a algumas peças hippies e repagina o jeito despojado e relaxado de se vestir com glamour. Nos anos 1980, o jeans da Gucci tinha bainha desfiada, mas era incrementado com detalhes coloridos, brilhantes, cheios de bordados e alinhavos.
Hot pant Nome em inglês para os shorts femininos lançados na década de 1970. Na época, essas peças eram usadas com botas de cano longo e casacos compridos. Também é uma das apostas para o verão 2008 e pode ser feita de tecidos finos, como o cetim.

sábado, junho 04, 2011

abecedário da moda: G

G
Gabardine Tecido com trama na diagonal, feito de algodão, lã ou rayon. Quando mesclado a microfibra e a outros fios com características impermeáveis, torna-se a matéria-prima indicada para a confecção de peças como o trench coat, ideal para enfrentar tempo chuvoso
Galalite Tipo de material plástico, formado a partir da caseína (proteína do leite) e do formol, que é usado para fazer bijuterias, botões de camisa e peças de jogo de botão. É durável, mas tem consistência frágil e baixa resistência à água.
Galão Tira ou cadarço de tecido bordado ou fios trançados, usado como arremate ou enfeite em roupas infantis, femininas, uniformes e decoração.
Galocha Calçado impermeável feito de borracha ou PVC muito usado por jardineiros e garis. No último inverno, grifes como Pucci e Burberry lançaram versões de galochas bem coloridas e estampadas.
Garçonne No início do século 20, esse era o nome dado ao visual da mulher. Depois da Primeira Grande Guerra Mundial (1914-1918), a emancipação feminina era um tema debatido pela sociedade. E a moda nos anos 1920 trouxe os vestidos soltos de cintura baixa e mais curtos, com faixas nos quadris e chapéus cloche (em forma de sino), cobrindo toda a cabeça. Os cabelos curtos ficavam colados ao couro cabeludo, com uma ou mais mechas pequenas grudadas e desenhadas na testa ou nas costeletas (conhecidas como pega-rapaz). O charleston era a música da época e as moças usavam muito rímel, batom vermelho brilhante e de preferência uma enorme piteira na boca. A personagem de desenho da época era Betty Boop e o livro mais famoso, lançado em 1922, La Garconne, do francês Victor Margeritte. O nome deriva da palavra francesa garçon e representa a vida independente, como de um homem, que a mulher passou a ter.
Gargantilha Espécie de colar bem justo ao pescoço e feito de pérolas, metal ou uma tira de tecido de veludo decorado com pedras. No início do século 20, ela era usada em trajes noturnos ou sustentava camafeus ou pingentes. Nas décadas de 1960 e 1970, o acessório voltou à moda. É também chamado de coleira.
Gazar Tecido fino, feito de seda e com textura semelhante à organza de seda pura, porém com caimento de musselina. É semitransparente, rígido e denso. Em geral, vai bem em roupas de festa e vestidos de noiva.
Gibão Tipo de casaco masculino curto que lembra um colete com mangas compridas. Vai até os quadris, com ombros largos e é vestido por cima da camisa. Originalmente era um casaco de operários. Os tecidos mais usados são mélton, sarja ou lã. Na década de 1920, começou a ser usado popularmente. Alguns modelos têm reforços de couro costurados nos cotovelos e extensão dos ombros. No Brasil, é muito popular no Nordeste.
Gladiador Sandália inspirada no calçado dos romanos. É caracterizada por suas tiras paralelas presas a outra central.
Gola Abertura na roupa que contorna o pescoço. Existem vários tipos de gola: capuz, marinheiro, polo, princesa, role, xale e muitas outras.
Gola capuz Esse tipo de gola traz um pedaço de tecido preso ao decote de uma roupa, formando um drapeado. Se for colocado atrás, funciona como capuz.
Gola em U A partir da década de 1950, essa gola profunda no formato da letra U foi difundida por Christian Dior e James Galano.
Gola mandarim Nos paletós, vestidos e blusas, essa gola alta, dupla e abotoada nas laterais deixa a roupa com um look oriental.
Gola Mao O nome remete à gola dobrada de pontas arredondadas, presente no casaco do uniforme usado pelo líder chinês Mao Tsé-tung (1893-1976). Adotado por Mao, principalmente nos anos 1960, a vestimenta tornou-se um dos símbolos importantes da revolução cultural chinesa e logo serviu de inspiração para a moda ocidental.
Gola marinheiro Com tecido pesado, essa gola é feita em duas camadas juntas, cortadas como um quadrado caído na parte posterior. Na frente, o decote em V é finalizado com um laço ou gravata. Esse tipo de gola é usada nos uniformes da Marinha de muitos países.
Gola Médicis Os Médicis era uma família muito rica e poderosa na cidade de Florença, Itália, no século XV. As mulheres da família usavam a gola feita de renda engomada e grande, muitas vezes estruturada com suportes, para passar a imagem de poder. No fim do século XIX, tornou-se moda em vestidos de festa.
Gola pierrô Grande, engomada e franzida, essa gola é baseada no personagem Pierrot da comédia francesa só que em tamanho menor. No Brasil, a fantasia de pierrô é uma das mais procuradas no Carnaval.
Gola polo No início do século 20, essa gola, branca, redonda e engomada, era usada em camisas masculinas. Com o passar do tempo, virou definição de uma gola molinha, alta e circular dobrada para baixo em volta do pescoço. Usada no próprio polo, tênis e outras modalidades esportivas.
Gola xale De corte arredondado e inteiriça, essa gola é usada em robes de chambre e no paletó de smokings.
Gorgorão Tecido encorpado de seda ou de lã, com sulcos na trama, usado para a confecção de roupas, forração de sapatos, bolsas e acessórios.

abecedário da moda: F

F
Façonné Nomenclatura francesa do tecido jacquard.
Faille Tecido fino e macio, ligamento tafetá, acetato ou poliéster, produz um efeito canelado.
Faixa Tira de tecido ou malha comprida, de vários tamanhos, que pode ser usada na cabeça, no pescoço, na cintura ou nos quadris.
Fatiota Sinônimo de roupa em geral. É um termo muito usado na região sul do Brasil.
Fedora Chapéu de feltro com reentrância no meio da copa. É usado por homens e mulheres.
Feltro Feito de lã, este tecido é muito utilizado em trabalhos artesanais. Pode também ser construído com pêlo animal, como o de carneiro, castor e coelho. Serve para a confecção de chapéus, casacos e revestimento de móveis.
Fenda Abertura feita no vestuário feminino, como recurso prático, para facilitar o movimento do corpo ou como elemento de sensualidade em saias e vestidos. Em 1960, o estilista Pierre Cardin criou calças com fendas que iam dos quadris até a barra e ganhavam movimento com o caminhar das mulheres.
Fibra Composta de filamentos, de material natural, artificial ou sintético, a fibra é a matéria-prima usada na fabricação de malhas, tecidos e feltros.
Fil-a-fil Tecido de lã, confeccionado com fios de duas cores, geralmente uma clara e outra escura.
Fio-tinto Tecido feito com fios coloridos, antes de ser tecido.
Fivela Aviamento de metal composto por uma parte dentada que segura uma presilha presa a uma correia. Um dos sistemas de fechamento mais antigos desde a antiguidade foi utilizado também em armaduras na Idade Média. No reinado de Luis XVI, rei da França, as fivelas cobriam o peito do pé de tão grandes. O século 19, já tornou o aviamento enfeite de vestidos e era colocado principalmente nos cintos de caubóis americanos. Com os movimentos art nouveau e art déco, os estilistas do século 20 tornaram a fivela destaque da moda em tamanhos e formas diversos para homens e mulheres nos anos 1960 e 1970.
Flamê Produzido com o fio flamê, apresenta pontos mais grossos e mais finos.
Flanela Tecido 100% lã cardada, de peso leve.
Flúor Na moda, representa cores luminosas como pink, verde, azul, amarela, roxa e laranja, utilizadas em tecidos e acessórios.
Forro Nome do revestimento da parte interna das roupas, que pode ser feito de tecidos finos ou estruturados. Tule e voal são as melhores opções para dar volume aos vestidos e saias.
Franja Fios ou tiras com materiais como couro, camurça, linho e algodão que são muito aplicados em peças de roupas, sapatos e acessórios. Também podem pender do próprio tecido quando for desfiado ou repicado. Dependendo do material, com que é feito e do tipo, podem remeter ao estilo caubói ou à sensualidade das roupas das melindrosas dos anos 1920.
Franzido Efeito que se obtém no tecido, antes de costurar, no qual são colocadas pequenas pregas juntas para tornar uma parte ou toda a roupa mais volumosa.
Frente-única Tipo de decote ou vestido aberto nas costas, com alças que se sustentam no pescoço.
Froissé Palavra francesa que define o aspecto de amassado de alguns tecidos.
Fuseau (fusô) Calça justa e afunilada, feita de malha ou lã, misturada com tecidos como elastano, helanca e lycra para ficar colado à perna. Antigamente, elas eram feitas com uma tira elástica que se prendia ao pé. Assim como o legging, acompanha túnicas e batas.
Fuxico Pedaço de tecido em círculo franzido que em geral é feito de retalhos. Costurados juntos, os fuxicos podem formar roupas, tapetes e bolsas.