O grão é conhecido há mais de 5 mil anos no Oriente e, nas últimas décadas, o consumo tem sido incentivado no Ocidente, tanto que a produçao de grãos no País aumentou entre 1999 e 2005, de 31.377 milhões de toneladas para 53.053 milhões. Além do grão e dos tradicionais leite e queijo, hambúrgueres, sorvetes e chocolates são alguns produtos à base do alimento que tem abarrotado as prateleiras dos supermercados.
A soja é considerada um alimento funcional que apresenta compostos nutrientes e não nutrientes capazes de reduzir riscos de diversas doenças crônicas e degenerativas. É aceita por instituições ligadas a alimentos e saúde como a Food and Drug Administration (FDA, sigla em Inglês), nos Estados Unidos, agencias canadenses e européias, além da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil.
Comparativamente, o conteúdo protéico da soja é duas vezes superior ao da carne, quatro vezes aos dos ovos, trigo e outros cereais, cinco vezes ao do pão e doze vezes ao do leite. A qualidade da proteína da soja é semelhante a da carne, com a vantagem de não conter colesterol, superando em quantidade todas as outras proteínas vegetais.
A soja contém uma substancia semelhante ao estrogênio humano, é a isoflavona. Essa substância tem sido amplamente estudada como alternativa natural (sem efeitos colaterais) para atuar direta ou indiretamente na prevenção do câncer, doenças do coração, efeitos da menopausa, diabetes e osteoporose – o hormônio vegetal participa de diversas etapas do metabolismo, tem efeito antioxidante e ajuda a diminuir a proliferação de células cancerígenas.
(Bolinhos de soja) (Bolinhos de soja com ricota)